Receita de Compota de Frutas com Creme: Do Pote à Mesa Sem Complicação
Compota de Frutas com Creme. Tem coisa mais honesta do que uma compota feita em casa? Sem conservante, sem aquele sabor artificial que fica no fundo da língua, e com a fruta que você escolheu — madura, no ponto certo. Quando a compota ainda encontra um creme para acompanhar, o resultado é uma sobremesa que engana: parece trabalhosa, mas não é.
Essa receita funciona bem como sobremesa de domingo, como opção para receber visita sem precisar comprar nada elaborado, e também como aquele doce que você faz na segunda-feira e come toda a semana. Vou passar o passo a passo completo, incluindo variações de fruta, dicas de cozimento e como acertar o creme sem que ele talhe ou fique aguado.
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O que você vai precisar
Para a compota:
- 600 g de frutas da sua escolha (pêssego, figo, ameixa, abacaxi ou marmelo funcionam muito bem)
- 200 g de açúcar refinado ou cristal
- 300 ml de água
- 1 pau de canela
- 3 cravos-da-índia
- Suco de meio limão
Para o creme:
- 500 ml de leite integral
- 3 gemas
- 3 colheres de sopa de açúcar
- 2 colheres de sopa de amido de milho
- 1 colher de chá de essência de baunilha (ou meia fava)
- 1 colher de sopa de manteiga sem sal
Essa quantidade serve de 4 a 6 porções generosas.
Preparando a compota
Comece escolhendo a fruta com atenção. Ela não precisa ser a mais bonita da fruteira — pode ser aquela que está chegando no ponto máximo de amadurecimento. O que não pode é estar passada ou com partes fermentadas, porque o sabor vai comprometer tudo.
Descasque e corte as frutas em pedaços médios. Se for trabalhar com figo, pode deixar inteiro ou cortar ao meio — os dois jeitos ficam bonitos. Ameixa com caroço funciona bem também, só avise quem vai comer.
Em uma panela de fundo grosso, coloque o açúcar e a água. Leve ao fogo médio e misture até dissolver. Quando começar a ferver levemente, adicione a canela, o cravo e o suco de limão. O limão não é só para equilibrar o sabor — ele ajuda a manter a cor da fruta e impede que a compota fique excessivamente doce.
Coloque as frutas na calda e reduza o fogo. Cozinhe em fogo baixo, com a panela semiaberta, por 25 a 40 minutos, dependendo da fruta. Pêssego cozinha rápido — uns 25 minutos já estão ótimos. Marmelo é mais resistente e pode precisar de até 50 minutos para chegar na textura certa, que é macia mas sem desmanchar.
O ponto da compota é quando a calda fica ligeiramente espessa e a fruta está translúcida nas bordas. Não precisa virar uma gelatina — o ideal é que a calda ainda escorra da colher, mas de forma mais lenta que a água.
Deixe esfriar na própria panela antes de transferir para um pote de vidro com tampa. Em geladeira, dura até 10 dias.
O creme que não talha
Creme de confeiteiro com reputação ruim costuma ter dois defeitos: ou talhou porque a pessoa não parou de mexer na hora errada, ou ficou com gosto de amido porque não cozinhou o suficiente. Os dois problemas têm solução simples.
Em uma tigela, misture as gemas com o açúcar e o amido de milho. Bata bem até formar uma pasta amarela e homogênea. Não precisa de batedeira — garfo e vontade resolvem.
Aqueça o leite separadamente até quase ferver. O segredo aqui é o “quase” — você quer ver fumaça e pequenas bolhas nas bordas, mas não ebulição total.
Despeje metade do leite quente sobre a mistura de gemas, aos poucos, mexendo sem parar. Esse processo se chama temperagem e serve para elevar a temperatura das gemas gradualmente, sem que elas coagulem de uma vez e formem grumos. Depois de incorporar bem, despeje essa mistura de volta na panela com o restante do leite.
Leve ao fogo médio e mexa constantemente — sem parar, sem dar atenção pro celular no meio do processo. O creme vai engrossar em uns 4 a 6 minutos. Quando ele começar a borbulhar suavemente no centro e parecer que está “respirando”, está no ponto. Continue mexendo por mais 1 minuto para garantir que o amido cozinhou completamente (é esse tempo extra que elimina o gosto cru).
Tire do fogo, adicione a manteiga e a baunilha, e mexa até incorporar. A manteiga dá brilho e uma textura mais sedosa.
Para evitar que forme película por cima enquanto esfria, pressione um pedaço de filme plástico diretamente sobre a superfície do creme. Leve à geladeira por pelo menos 1 hora antes de servir.
Como montar e servir
Não tem mistério, mas tem uma ordem que faz diferença visual. Coloque o creme frio no fundo de taças individuais ou em uma travessa. Por cima, distribua a compota com um pouco da calda — não muita, senão afoga o creme. A calda extra pode ir numa molheira à parte para quem quiser mais.
Se quiser uma textura extra, polvilhe um pouco de canela por cima ou adicione algumas castanhas picadas. Amêndoa laminada levemente tostada também funciona muito bem com pêssego ou damasco.
Servido frio, com o contraste entre o creme suave e a acidez da fruta, é uma sobremesa que agrada praticamente qualquer pessoa à mesa.

Variações que valem a pena tentar
Com banana e especiarias: Banana-prata em compota com canela, cravo e uma pitada de noz-moscada fica muito bem com o creme. Cozinhe a banana por pouco tempo — 10 a 15 minutos já são suficientes.
Compota de laranja: Lave bem as laranjas, corte em rodelas finas com casca e cozinhe na calda por mais tempo, uns 45 minutos. O amargor natural da casca equilibra o açúcar e o resultado é mais sofisticado do que parece.
Creme de coco: Substitua 200 ml do leite por leite de coco. O sabor muda bastante — fica com um perfil mais tropical, que combina bem com abacaxi em compota.
Versão sem lactose: Use leite de amêndoas ou de aveia no creme. O amido de milho ainda vai engrossar, mas a textura final é um pouco mais leve. Funciona, mas o sabor é diferente — não é inferior, é só outro creme.
Uma observação sobre armazenamento
Compota e creme guardam bem separados, mas não tanto juntos. Se montar o prato e deixar na geladeira montado por muito tempo, a calda da compota vai amolecer o creme. O ideal é montar na hora de servir, ou no máximo 2 horas antes.
O creme sozinho aguenta até 3 dias na geladeira bem tampado. A compota, como mencionei, até 10 dias.
Essa receita não tem segredo guardado — tem técnica, que é diferente. Quando você entende por que a temperagem existe, por que o limão entra na calda e por que mexer o creme sem parar importa, você não está mais seguindo uma lista de passos: está cozinhando de verdade. E aí qualquer fruta que tiver na sua cozinha pode virar uma sobremesa que vale a pena.
Compota de Frutas com Creme – Imagem do topo: Tudo Gostoso
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